Aditivo para radiador: por que você deve usar?

Produto protege contra corrosão, permite lubrificação da bomba d´água e aumenta o ponto de ebulição do fluido, mas deve seguir especificações

cooperseguros 05 de Novembro de 2018 as 09:27:00

Por Alexandre Carneiro

Apesar de ter uso recomendado pelos fabricantes de veículos há décadas, o aditivo para radiador, que deve ser misturado à água do sistema de arrefecimento (ou sistema de refrigeração), ainda causa dúvidas. Muita gente sequer o utiliza, por desconfiar de seus efeitos ou por puro desconhecimento. Se esse é seu caso, é melhor dar uma chance ao produto: o aditivo para radiador cumpre papel importante no motor do carro.

Função do aditivo para radiador

Primeiramente, vale destacar que o aditivo para radiador reduz a temperatura de congelamento e eleva o ponto de ebulição da água. Assim, ela passa a ferver em temperatura mais alta. Além disso, o aditivo para radiador tem como função impedir que as galerias do motor sofram corrosão em decorrência do contato com a água.

Antônio Alexandre Ferreira Correia, engenheiro de produtos da Petrobras Distribuidora, explica que a água, mesmo tratada, tem cloro ou flúor, além de outros minerais. Esses elementos, quando entram em contato com as paredes metálicas do motor, sofrem reações químicas. O resultado é a formação de uma espécie de crosta ferruginosa, que dificulta a troca de calor entre o bloco e o fluido.

Outra finalidade do aditivo para radiador é lubrificar a bomba d’água do veículo. “A água é um bom refrigerante, mas um mau lubrificante”, diz Correia. Ao trabalhar por longos períodos sem lubrificação adequada, essa bomba costuma apresentar defeito e precisar de substituição. Se o fluido estiver contaminado por ferrugem, o desgaste é ainda maior.

Aditivo para radiador é especificado pelo fabricante do carro

O aditivo para radiador é um composto químico chamado de etilenoglicol, cuja base é o etileno. Porém, os produtos têm fórmulas e propriedades distintas. Há, por exemplo, os orgânicos e os inorgânicos, que também se subdividem. Saber qual aditivo para radiado é o mais adequado ao seu carro é simples: basta consultar o manual.

“O proprietário deve sempre seguir a recomendação do fabricante do veículo”, afirma o engenheiro da Petrobras. Isso porque o motor é projetado para funcionar com um aditivo para radiador que tem determinadas características. Se o motorista altera a especificação, o desempenho do sistema de refrigeração também muda.

O engenheiro Henrique Pereira, membro da Comissão Técnica de Motores Ciclo Otto da SAE Brasil, atenta para outra questão: “não se deve misturar produtos de marcas diferentes”, pondera. Ele adverte que, se o aditivo para radiador tiver baixa qualidade, poderá até mesmo propiciar a formação de resíduos nas galerias de arrefecimento.

O aditivo para radiador não é utilizado puro, e sim misturado à água. A proporção entre um e outro líquido a ser utilizada também é definida pelo fabricante do veículo, assim como o prazo de troca. Além disso, a água deve ser desmineralizada, ou seja, sem minerais em sua composição. “O motorista nunca deve utilizar água da bica”, avalia Correia.

Pereira também indica o uso de água desmineralizada ou, no mínimo, tratada, misturada ao etilenoglicol. Ele acrescenta que, eventualmente, pode ser preciso completar o nível do reservatório. Mas alerta que variações muito grandes ou constantes são sinal de vazamento. “Nos carros mais modernos, o fluido se mantém estável”, afirma.

Caso seja realmente constatado algum problema, o engenheiro da SAE Brasil aconselha a substituição de todo o fluido, formado pelo etilenoglicol e a água. Além disso, vale lembrar que o sistema funciona sob pressão e, por isso, o reservatório só deve ser destampado com o motor frio.

Fonte: Autopapo
Foto Shutterstock | Reprodução

 

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